Um dos principais desafios para o futuro de grandes empresas é focar no que o ser humano se diferencia em relação a inteligência artificial, destacando o senso crítico e a emoção. Este foi o mote que guiou amplas discussões durante o Web Summit On The Road – Curitiba, realizado na capital paranaense, no início do mês. 

Organizado por Edi Mariano, o evento contou com a participação de pensadores futuristas que abordaram, dentre diversos temas, a complexidade da automação no trabalho e como essa afetará a próxima geração.

FOCO NO HUMANO 

O destaque ficou por conta da expert Martha Gabriel, referência no segmento digital, que provocou o público a repensar sobre a automatização prevista para acontecer nos próximos anos. Para Martha, as máquinas não tomarão os postos de trabalho, mas, em realidade,  servirão para conceber respostas, enquanto os humanos continuarão a fazer as perguntas.

FICÇÃO CIENTÍFICA E A “SINGULARIDADE”

Professor de MBAs, palestrante, escritor, mentor de startups e consultor empresarial, Carlos Piazza foi outro grande nome do Web Summit On the Road – Curitiba. Abordando temas de ficção científica, o pensador mostrou como imagens vistas no cinema e tidas como “futuristas” já estão presentes hoje em dia. 

Um dos conceitos levantados pelo palestrante foi o de “singularidade”, ou seja, quando não conseguimos planejar nem prever o que acontecerá no futuro. Atualmente, a inteligência artificial que está à disposição do homem equivale ao cérebro de um rato, porém, no futuro, ultrapassará a de um ser-humano. “Tendo isso em vista, uma máquina com uma super consciência, vai obedecer aos comandos de uma pessoa?”, provocou Piazza. 

Já o escritor Marco Ornellas, mais um dos palestrantes do encontro, provocou os presentes a saírem da zona de conforto apresentando a nova visão do Recursos Humanos por meio do Design Organizacional. A temática principal girou em torno de uma pergunta: “o RH, da forma que conhecemos, ainda faz sentido?”. Para Ornellas, é preciso repensá-lo a partir do entendimento de que o trabalho não está mais em um único local e, sim, em todos os lugares. 

O conteúdo geral teve como objetivo abrir a mente do público, com foco em inovação, além de fazer com que investidores entendam para onde devem voltar suas atenções”, disse  conta João Paulo Filomeno, CEO da Sallero, uma das patrocinadoras do evento. Ele ainda complementa que “às empresas, o evento serviu para ajudá-las a se espelharem em boas ideias, se reencontrarem e alcançarem uma sobrevida”, finaliza Filomeno.