Mais do que um banco digital, o Inter quer estar no dia a dia e simplificar a vida das pessoas. Foi com este propósito que a empresa deixou de usar a palavra “banco” em sua marca para consolidar seu modelo de plataforma digital, que oferece muito mais do que serviços financeiros. “Queremos ser o primeiro app no smartphone das pessoas e fazer parte de seus dias”, diz o CEO João Vitor Menin.

Para atingir este objetivo, o Inter oferece em seu aplicativo a possibilidade de fazer compras online, serviços bancários, investimentos, contratação de seguros e crédito. Tudo isso, sem cobrança de taxa ou tarifa e com incentivos como cashback nas compras e no pagamento da fatura, além de promoções e descontos no marketplace.

Vivendo uma fase de grande expansão, a instituição realizou em setembro deste ano mais um follow on. Essa foi a terceira captação de recursos em 30 meses, desde o IPO em 2018, com R$ 3 bilhões captados no total. Segundo Menin, o objetivo dessas operações é ter lastro para atender o crescimento rápido da base de clientes, fortalecer a oferta de crédito e fazer aquisições estratégicas. “Acreditamos que as áreas de banco, seguros e crédito estão bem consolidadas. Agora, queremos reforçar nosso marketplace e a área de investimentos, para oferecer um serviço ainda melhor aos nossos clientes”, diz.

 

Confira a íntegra da entrevista:

 

 

O Inter está passando por um processo de reposicionamento, inclusive deixando de usar a palavra banco. Por que desta mudança? Qual o objetivo?

A atuação como banco digital foi o que nos trouxe até aqui, com nossa revolução bancária, oferecendo uma conta corrente completa, gratuita, 100% digital e sem nenhuma taxa ou tarifa. Conquistamos mais de 7 milhões de clientes, mas sentimos que a palavra banco não reflete mais o que o Inter se tornou.

O Inter hoje é uma plataforma completa, com todo um ecossistema que vai além de serviços financeiros ou bancários. Temos mais de 100 funcionalidades em nosso aplicativo, distribuídas no que chamamos de “avenidas”: Banco, Crédito, Seguros, Investimentos e Shopping. Então, oferecemos serviços para o dia a dia das pessoas, desde a transferência de valores gratuita pelo celular, passando pelo investimento na bolsa de valores, até a compra da passagem área ou um tênis para a caminhada. Portanto, hoje, nos chamar de “banco” é limitar tudo que o Inter oferece.

O Inter entrou de vez na briga entre bancos e corretoras na área de Investimentos. Qual o diferencial de vocês?

Costumamos dizer que o Inter tem o “melhor dos dois mundos”, porque oferece aos clientes uma solução de investimentos 3.0, que combina o melhor de banking e corretora. Mas esse conceito híbrido só funciona em um ecossistema forte. Por isso, apostamos em um tripé de valor para o investidor, que combina produtos, facilidade e conteúdo. No nosso app, que é muito intuitivo, temos investimentos do Inter e de terceiros a partir de R$ 100 mensais, oferecemos uma boa experiência para quem está começando a investir agora e muito conteúdo de educação financeira para ajudar as pessoas a fazerem a melhor escolha para o seu dinheiro.

Além disso, não cobramos taxa de administração e corretagem, não temos agentes autônomos, nosso home broker é gratuito, e ainda oferecemos cashback nos investimentos. Também atuamos no segmento WIN, nossa área de Wealth Management com foco em gestão de patrimônio para clientes com movimentações superiores a R$ 1 milhão. Então, essas são vantagens realmente muito interessantes para diversos perfis de investidores fazerem tudo em um único App. E o resultado é o engajamento dos nossos clientes: atualmente estamos próximos de 1 milhão de investidores em nossa plataforma e já ultrapassamos 310 mil clientes com ações custodiadas no Inter.

Como o Inter vê a chegada do Pix?

Percebemos o Pix como uma tecnologia que reforça o nosso modelo de negócio e somos grandes entusiastas e defensores dele. É uma novidade que chega para facilitar o dia a dia dos clientes, mas também para beneficiar todo o sistema financeiro. Desde 2016, quando passamos a oferecer uma conta 100% gratuita, não cobramos do cliente, mas arcamos com o custo. Então, como esses valores serão muito reduzidos, teremos uma economia muito grande, além, é claro, de ser uma tecnologia que vai dinamizar os pagamentos, trazer eficiência, economia e segurança não só para as pessoas, mas também para pequenos negócios. Estamos muito empolgados, o Pix só reforça o nosso modelo de negócio, que é 100% digital, completo e gratuito.

 

Mesmo em um cenário de pandemia, o Inter seguiu crescendo sua base de clientes. Qual foi a estratégia?

A nossa estratégia é colocar o cliente no centro do nosso negócio. Todos os nossos serviços e produtos são pensados na melhor experiência do usuário. A pandemia sem dúvida impactou a vida de muitas pessoas, mas, por outro lado, ela acelerou muito o processo de digitalização e, neste sentido, o Inter já estava muito preparado. Nosso modelo de negócio nasceu pronto para o novo normal. Com agências e lojas fechadas, as pessoas passaram a perceber que não é tão complicado acessar o banco pelo celular, fazer compras pela internet. Na verdade, é muito mais cômodo e econômico. O Inter já tinha toda essa tecnologia e um shopping embarcado no App para atender esta demanda como muita tranquilidade, num aplicativo leve fácil de usar e com benefícios como cashback, que ajudou a passarmos por esse período da melhor maneira.